Seria uma nova forma de expressão arquitetônica a interação ou modificação do espaço pelos usuários? Como abordar?
“Agente muda. O mundo muda.” O novo slogan do guaraná Kuat sintetiza em poucas palavras o que quero abordar neste post. Nos últimos 20 anos com o advento das forças planificadoras das relações inter-pessoais (vide “O Mundo é Plano” de Thomas L. Friedman) os indivíduos ganharam maor visibilidade perante o mundo em detrimento das corporações… explico: Eu sou um fanático por notícias sobre tecnologia. Anos atraz eu esperava toda semana pra comprar o jornal Correio do Estado de 4ª feira com o tímido caderno de informática, que é produzido por uma empresa, onde as matérias são concebidas por uma grande redação não especializada. Hoje eu sigo os caras do Gizmodo com suas 30 notícias diárias fresquinhas e opiniões individuais, assim como neste blog que “vos fala”.
A questão é que a tendência futura é a integração total das coisas, a arte já avançou neste quisito com objetos onde o observador precisa adentrar/mover ou reagem sob sua presença. Theo Jansen é um destaque por conceber criaturas mecânicamente acionadas pelo vento, esculturas animadas comparadas a animais, que ganham vida e reagem a este estímulo externo.
Outro exemplo são os engenheiros da Festo, que recriaram mecânicamente e fizeram uso aplicado da “bio-arquitetura” de um pinguim arriscando seu uso na mecâtrônica com um braço robótico e na arquitetura com paredes moveis que reagem a presença do usuário.
A BMW também entrou nessa onda com o BMW Gina, este carro tem a capacidade de flexionar sua carroçeria para as funções de abertura, como acesso de passageiros, manutenção do motor e porta malas.
Mais um pequeno exemplo de como a tecnologia poderia ser utilizada nesta integração homem-edifício, é o novo software de reconhecimento espacial do Asimo, aquele robozinho-branco-que-dança-e-fala da Honda que discerne e aprende conceitos visuais de objetos, a ponto de reconhecer o conceito de cadeira que ele nunca viu baseado por experiências anteriores.
Então, nós arquitetos, conseguiremos juntar algum dia esses conceitos na criação de espaços flexíveis que se adequem automaticamente as necessidades espaciais dos seus usuários? Seria isto viável?
Haveria algum ganho em criar um edifício que garanta em todas as situações climáticas as melhores condições de conforto por meios naturais, adaptando-se em vez de ter seus espaços adaptados? Isto é possível?
Farei uma dissertação sobre isso para o meu Trabalho de Conclusão de Curso?
Meus visitantes debaterão sobre o tema nos comentários adicionando novos pontos de vista sobre o assunto?